<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720</id><updated>2011-04-21T23:08:29.785+01:00</updated><title type='text'>Intróito</title><subtitle type='html'>A voragem dos dias reserva-nos instantes fugazes durante os quais podemos esboçar o começo de algo, o princípio de tudo, o desejo de nada. Isso é o Intróito,
Blogue dinamizado por Valdemar Cruz valdemarcruz@portugalmail.pt


</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://introito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107376002327580832</id><published>2004-01-10T18:40:00.000Z</published><updated>2004-01-10T18:40:37.456Z</updated><title type='text'>A Opinião Aceitável - </title><content type='html'>Lamento, mas não vou saudar o regresso do «Flash-Back», agora na SIC-Notícias e em forma de «Quadratura do Círculo». Poderia, quando muito, saudar a felicidade do nome escolhido para o programa. Na verdade, tentar, com aqueles protagonistas, proporcionar um debate aberto, disponível para acolher a multiplicidade de opiniões inerentes a uma sociedade plural, é o mesmo que tentar a quadratura do círculo. Este é um vício que já vem da TSF e dos bons tempos da TSF. Sempre achei que aquela fórmula fechada do «Flash Back» era sufocante e claustrofóbica. Se até admito uma certa regularidade de presença do Pacheco Pereira e, vamos lá, do irritante José Magalhães, interrogo-me acerca do tempo de antena dado a Lobo Xavier. Ma quem é o Lobo Xavier? O que é que representa e qual é a originalidade do seu pensamento? E, no entanto, durante anos, lá esteve o Lobo e quem ouvia o programa não podia deixar de se interrogar acerca do porquê deste afunilamento do debate. Não poderia o terceiro elemento ser um convidado rotativo, exactamente para que se perceba que na sociedade portuguesa há mais mundo para além daquele, pequenino, que se esgota no leque de ideias defendidas por Lobo, Pacheco e Magalhães?
O que se passou ao longo de anos no «Flash – Back» e agora se reproduz na «Quadratura do Círculo» é – atrevo-me a dizê-lo – perigoso. Porque cria a ilusão de um debate democrático quando os dados estão viciados à partida. Vale a pena recordar Noam Chomsky: «A forma inteligente de manter as pessoas passivas e obedientes é limitar o espectro da opinião aceitável, mas estimular muito intensamente o debate dentro daquele espectro… Isto dá às pessoas a sensação de que o livre pensamento está pujante, e ao mesmo tempo os pressupostos do sistema são reforçados através desses limites impostos à amplitude do debate».
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107376002327580832?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107376002327580832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107376002327580832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107376002327580832' title='&lt;strong&gt;A Opinião Aceitável - &lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107375884587160157</id><published>2004-01-10T18:20:00.000Z</published><updated>2004-01-10T18:40:08.520Z</updated><title type='text'>Escritor é quem escreve? O quê?</title><content type='html'>Ora &lt;a target="blank" href="http://portalliteral.terra.com.br/"&gt;Aqui&lt;/a&gt; está uma observação muito interessante, escrita do outro lado do Atlântico, mas facilmente transportável para as bandas de cá: 


«Jovens grandes autores não andam surgindo muito na Europa ultimamente, mas jovens subitamente populares surgem, em especial misturando em seus livros vida pessoal e ficção. Foi assim na França com Amélie Nothomb e Lolita Pille, agora é na Itália com Melissa Panarello. Aos 18 anos, ela já vendeu 500 mil exemplares de seu livro "Cem escovadas de cabelo antes de dormir". A receita é aquela: autora bonita + aventuras sexuais e trama um tanto bizarras + uma fusão de realidade e fantasia que funciona mais como marketing do que como ótima literatura, mas que sempre pode ter seu valor. O livro de Melissa já está sendo traduzido para outras línguas, mas ainda não tem editora no Brasil».
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107375884587160157?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107375884587160157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107375884587160157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107375884587160157' title='&lt;strong&gt;Escritor é quem escreve? O quê?&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107330602625611808</id><published>2004-01-05T12:33:00.000Z</published><updated>2004-01-05T12:37:29.593Z</updated><title type='text'>António Ramos Rosa - </title><content type='html'>Nunca chegaremos ao dia em que diremos que tudo passou/
porque nesse momento algo estará ainda a passar/
e só a morte não é uma passagem porque é o abismo sem/
                               ponte para o outro lado que não existe/
Vivemos no contínuo anel do tempo inclemente ou suave/
e só o efémero pode abrir a sua corola transparente/
e espargir o pólen incandescente e fresco/
como se o mundo se derramasse em clara nascente/
e não fosse já o mundo mas a sua cintilante aparição//
É então que a leveza de uma adolescente inocência/
nos inunda o peito e tudo o que sob a aparência se aboliu/
se eleva num júbilo de presença nua/
e a palavra surge como uma forma de luz e pura respiração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107330602625611808?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107330602625611808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107330602625611808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107330602625611808' title='&lt;strong&gt;António Ramos Rosa - &lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107287085711783728</id><published>2003-12-31T11:40:00.000Z</published><updated>2003-12-31T12:25:11.100Z</updated><title type='text'>A Voz da Reacção</title><content type='html'>Exemplo de uma atitude reaccionára? O grito de guerra da Rádio Comercial: «Menos Palavras, Mais Música». Porque a palavra tem lepra. A palavra é infecto-contagiosa. A palavra pode ter significados, visíveis e invisíveis. A palavra é o inimigo. O pessoal não precisa de palavras. O pessoal precisa é que lhe dêm música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107287085711783728?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107287085711783728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107287085711783728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107287085711783728' title='&lt;strong&gt;A Voz da Reacção&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107274327339692207</id><published>2003-12-30T00:14:00.000Z</published><updated>2003-12-30T00:14:50.783Z</updated><title type='text'>Quem define a Agenda Política?</title><content type='html'>Saber quem define a agenda política e porquê, começa a ser uma questão central na vida política portuguesa. Para mal da esquerda, nos últimos tempos tem sido claramente a direita a vencer este campeonato. A iniciativa política tem estado do lado da direita, mesmo se, na maior parte das vezes, se trata apenas de poeira para os olhos. É o caso da proposta de revisão constitucional, que toda a gente sabe não ter pernas para andar, mas pode dar para umas valentes horas de discussão ideológica. Sendo que, neste caso, a discussão ideológica é um pouco como estar a discutir o sexo dos anjos, porque não vai adiantar de nada e, ao mesmo tempo, evita-se que sejam discutidos os verdadeiros e reais problemas do país. O calendário político está a ser fixado pela direita. Por exemplo: a quem interessa estar agora a discutir eleições presidenciais? E porquê discutir agora estas eleições quando há tantas outras primeiro? Dominar a agenda política passa por colocar em cima da mesa questões alternativas e verdadeiramente importantes. Por exemplo: o novo código do trabalho é um assunto arrumado? Ou há muitas coisas que a esquerda tinha a obrigação de continuar a questionar? A questão do aborto está a ser bem colocada? OU deveria a direita ser confrontada com as quase pornográficas contradições das suas atitudes desde  que foi feito o referendo? Ainda alguém se lembra das promessas que foram feitas para justificar o «não»? Como diria o outro: Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107274327339692207?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107274327339692207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107274327339692207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107274327339692207' title='&lt;strong&gt;Quem define a Agenda Política?&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107272095850208891</id><published>2003-12-29T18:02:00.000Z</published><updated>2003-12-29T18:05:54.943Z</updated><title type='text'>A Armadilha</title><content type='html'>A direita portuguesa é rancorosa. Tão rancorosa que, de há uns anos para cá, não se cansa de o demonstrar de forma ostensiva. A direita portuguesa não gosta – nunca gostou - do 25 de Abril. É preciso reafirmá-lo, mas retirar todas as consequências do que fica contido numa frase como aquela. Não gostar do 25 de Abril não se resume a um evidente desprezo pela ideia de festa contida na data. O ódio está para além da festa, porque o 25 de Abril representa um conteúdo específico traduzido na conquista das liberdades e da democracia. Ou seja, a direita portuguesa não se incomodaria muito se nunca tivesse havido um 25 de Abril. É isso o que está subjacente às patéticas propostas de revisão constitucional avançadas pelo partido de Paulo Portas. O que não espanta. Espantosa poderá ser a posição de alguns sectores do PSD. Mas será mesmo? Ou é mentira que muita gente se filiou no PSD por entender que tinha ali mais hipóteses do que no então CDS de fazer vingar um determinado projecto político e ideológico? Ou é mentira que esse projecto, no essencial, poderia ser subscrito por qualquer dirigente do CDS? Qual é, então, a diferença entre uma parte do PSD e o PP?
E qual vai ser o papel do PS no meio disto tudo? (Lá iremos, porque gostava muito de ver o &lt;a target="blank" href="http://barnabe.weblog.com.pt/"&gt;Barnabé&lt;/a&gt;  pronunciar-se sobre isto. Se é que ele me lê...
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107272095850208891?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107272095850208891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107272095850208891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107272095850208891' title='&lt;strong&gt;A Armadilha&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107205074509246481</id><published>2003-12-21T23:52:00.000Z</published><updated>2003-12-22T00:15:59.426Z</updated><title type='text'>Recordar é Viver, mesmo Abruptamente</title><content type='html'>Ele há coisas. A primeira versão do meu Intróito desapareceu há tempos da rede. Nunca percebi porquê. Um dos textos que lá estava era este, sobre o multifacetado Pacheco Pereira. Não sei porquê, mas já que o recuperei - graças a uma ocasional passagem pelo Dizer Bem - aqui vai ele de novo...

outubro 05, 2003
Abruptamente ideológico
Valdemar Cruz, no Intróito, destaca a oportunidade do trabalho que António Guerreiro dá à estampa, esta semana, no «Actual/Expresso» (pág.54 e 55) e, como bom observador, lembra que "não há, na imprensa portuguesa, muitos textos aos quais valha a pena voltar, para uma leitura mais cuidada, ou para que melhor se perceba a dimensão do pensamento proposto". 

Diz o experiente jornalista que "o artigo de António Guerreiro... é uma dessas raras excepções, pelo modo como analisa o fenómeno da proliferação de blogs em Portugal e, em particular, pelo desassombro com que ousa beliscar o que parece intocável: o Abrupto, do deputado do PSD José Pacheco Pereira.

"Recupero aqui - diz Valdemar Cruz - um excerto, que não dispensa a leitura da totalidade do artigo:

«Aquilo que Pacheco Pereira representa no território dominante dos clérigos da opinião é uma criação específica do nosso espaço público, não poderia existir senão em Portugal. 

«À primeira vista, o seu blog parece uma tentativa de ‘desjornalizar’ a sua escrita e de entrar no campo mais afável do discurso cultural e do apontamento pessoal. Mas há algo de mais jornalístico, nos nossos dias, do que estas deambulações sócio-político-culturais, em formato magazinesco, servidas por um político? Não há».

«Fiz questão de escrever por extenso o que António Guerreiro resumiu num único adjectivo: onde ele diz «político», eu escrevo «deputado do PSD». Poderia ser do PS, do PCP ou do BE, que a linha de raciocínio seria a mesma. 

«O Pacheco Pereira é provavelmente o único «bloger» profissional do espaço português. Isto, no sentido em que o tempo dedicado pelo eurodeputado a rechear o seu «blog», mais que um passatempo, mais que um «hobby», mais que a satisfação de uma inocente apetência pessoal para comunicar com os outros, constitui uma tarefa político-partidária com a mesma importância de qualquer outra a que se dedique no parlamento europeu. 

«O Abrupto não constitui uma ocupação de tempos livres. O Abrupto é todo um programa ao serviço de uma estratégia política e ideológica bem definida, feito sob a capa de uma aparente tolerância, mas transformado num espaço tendencialmente totalitário. Isto porque, ao pretender assumir-se como «a» referência dos blogs portugueses – e, não por acaso, o próprio Pacheco Pereira fez questão, há dias, de anunciar que o seu blog está no «top» de preferências - o Abrupto proporciona ao deputado do PSD uma desproporcionada ocupação do espaço comunicacional, que passa ainda por uma presença assídua nos jornais, porventura nas rádios e agora também na televisão. 

«Há, no entanto, um aspecto que me intriga. O unanimismo suscitado pelo Abrupto é compatível com uma certa radicalidade de pensamento cultivada por Pacheco Pereira? Ou esse posicionamento radical começa a transformar-se em pouco mais que uma pose? 

«À direita – ele diz que não é de direita – Pacheco Pereira aparece como o rosto de uma heterodoxia que claramente entusiasma e cativa alguns sectores de uma certa esquerda (digamos assim). 

«Só ainda não percebi se o que cativa é a forma como Pacheco Pereira sabe expor o mais reaccionário dos pensamentos, ou se é mesmo ao conteúdo das suas propostas que devemos atribuir a audiência de que usufrui . 

«A ser verdadeira a segunda das hipóteses, e como o pensamento radical é, por definição, minoritário, estaremos perante um paradoxo que talvez o eurodeputado, licenciado em Filosofia, possa explicar. É que, ou eu estou a ter acesso a uma cópia desfocada, ou há aqui algo que não bate certo.»

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107205074509246481?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107205074509246481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107205074509246481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107205074509246481' title='&lt;strong&gt;Recordar é Viver, mesmo Abruptamente&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107203639861052948</id><published>2003-12-21T19:53:00.000Z</published><updated>2003-12-21T19:53:34.130Z</updated><title type='text'>Peço a Palavra</title><content type='html'>O Frank Capra realizou no final dos anos 30 um filme fabuloso. Será dos poucos cujo título em português supera de longe o original, pela sua concisão e pela notável capacidade de resumir a essência do que está em causa. Um inócuo «Mr. Smith Goes to Washington» foi traduzido para «Peço a Palavra». Ontem, numa involuntária paragem do DVD - comprado há dois dias por nove euros, na FNAC, e com uma enorme galeria de extras!!!) -  dei comigo a ver o que já nunca vejo: os chamados «telejornais» das televisões portuguesas. E o que vi? Imagens nocturnas de uma corrida tão louca como patética de supostos jornalistas montadas em motos potentíssimas. Que faziam? Corriam Lisboa atrás de uma carrinha com um presidiário dentro. Um dos suspeitos do já insuportável caso «Casa Pia». O que mostravam? Nada. Qual o valor informativo de tão arrojada operação? Zero. Qual o conteúdo jornalístico e qual a importância daquelas imagens para o esclarecimento do público? Zero absoluto. Qual a importância daquela encenação no contexto de uma televisão-espectáculo? Toda a importância. Aquilo, sim, é espectáculo. Mas aquilo não é informação. 
Regressei à poderosa interpretação de James Stewart em «Peço a Palavra». Regressei a um filme que, podendo ser espectáculo, é um notável documento informativo-formativo. É uma lição de cidadania e uma lição de democracia. Mas era apenas um filme.
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107203639861052948?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107203639861052948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107203639861052948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107203639861052948' title='&lt;strong&gt;Peço a Palavra&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107108317589744485</id><published>2003-12-10T19:06:00.000Z</published><updated>2003-12-10T19:09:08.656Z</updated><title type='text'>A Dor</title><content type='html'>&lt;msg src=http://www.cervantesvirtual.com/portal/Exilio/graf/album/imagen8.jpg&gt;
A dor da fuga, a dor da ausência, a dor da destruição, a dor do sangue que corre, a dor dos olhares perdidos, a dor dos corpos cansados, a dor dos impotentes, a dor do que não esquece, a dor do que dolorosamente nos destrói. O exílio. O caminho para o infinito. O longe transformado em tragédia. O longe. O exílio. A dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107108317589744485?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107108317589744485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107108317589744485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107108317589744485' title='&lt;strong&gt;A Dor&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107107920261778964</id><published>2003-12-10T18:00:00.000Z</published><updated>2003-12-10T18:04:06.830Z</updated><title type='text'>De Repente</title><content type='html'>&lt;img src=http://www.marcocristofori.com/gallery/immagini/tango.JPG&gt;
Canta! canta, porque cantar é a missão do poeta
E dança, porque dançar é o destino da pureza
(&lt;em&gt;Vinícius de Morais -Balada Feroz&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107107920261778964?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107107920261778964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107107920261778964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107107920261778964' title='&lt;strong&gt;De Repente&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107088500667017978</id><published>2003-12-08T12:03:00.000Z</published><updated>2003-12-28T17:36:18.230Z</updated><title type='text'>Deixem lá a Odete</title><content type='html'>Tenho acompanhado com um misto de preocupação e fastio a discussão que por aí vai, em alguns blogs, sobre a participação de Odete Santos numa revista. O &lt;a target="blank" href="http://barnabe.weblog.com.pt/"&gt;Barnabé&lt;/a&gt; terá sido aquele que, a partir de um ponto de vista de esquerda, pretendeu ir mais longe. Não sei se foi, nem para o caso é relevante. O que mais me importa aqui é perceber qual o contributo ideológico para a definição do que é a esquerda e do papel que pode e deve ter hoje a esquerda na sociedade portuguesa, a partir da análise e discussão do «caso» Odete. Receio bem que o contributo seja nulo, por ser esta uma questão absolutamente irrelevante, desinteressante até, mas com uma não desprezível capacidade de desviar atenções para o que é acessório. Já agora, uma pergunta que não é apenas retórica. Porque é que uma actriz - ou um actor, para nos desviarmos da outra discussão aqui subjacente - pode tranquilamente aceder ao estatuto de deputada, sem que caia o Carmo e a Trindade, enquanto o inverso não é verdade? Porque é que uma deputada não pode tornar-se actriz sem com isso estar a calcar, a trucidar, os valores, os ideais, os conceitos que diz perfilhar? É por ser teatro de revista? Eu também não gosto de teatro de revista, mas isso deve ser por viver no Porto, onde essa tradição não existe. O problema é que a Odete Santos, ao que sei e leio nos jornais, não caiu agora de pára-quedas no meio teatral. Nos últimos anos – não sei se com qualidade ou sem qualidade - tem feito regularmente teatro, nomeadamente em Setúbal. Agora deu-lhe para a Revista. Pois, que lhe saiba bem, porque, a mim, o que me preocupa é o violento combate ideológico que nos próximos tempos vai ter de ser travado e que, suspeito, poderá vir a ser bastante clarificador. Apesar de ter apenas três ministros no Governo, o PP é, claramente, quem está a marcar a agenda do PSD, que, como se sabe, é um partido onde sempre coube de tudo: desde a extrema-direita assanhada, passando pela direita das conveniências, até os social-democratas sinceros. O PSD é o partido onde convivem os que, estando lá, também estariam bem no PP – uns - ou num certo PS - outros. Acontece que o PP entrou numa estratégia do «agora ou nunca». A direita e a extrema-direita sentem estarem reunidas condições úncias para um ataque sistemático e demolidor ao que resta do Estado providência e a um vasto conjunto de direitos sociais. Os ministros de Portas, e em particular o seráfico Bagão Félix, jogam um papel crucial. A parada é alta e eles têm consciência disso, até porque, segundo dizem, agem em nome dos pobres e desfavorecidos...
Terei de continuar, até porque me interessa discutir algumas teses também expressas pelo &lt;a target="blank" href="http://barnabe.weblog.com.pt/"&gt;Barnabé&lt;/a&gt; acerca dos jornalistas e da conveniência de publicarem ou não opinião. Voltarei ao assunto. (E não há aqui nenhuma questão com o Barnabé. Acontece apenas que foi o Blog onde enontrei algumas questões que achei útil e interessante debater...)
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107088500667017978?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107088500667017978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107088500667017978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107088500667017978' title='&lt;strong&gt;Deixem lá a Odete&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107066630421723548</id><published>2003-12-05T23:18:00.000Z</published><updated>2003-12-05T23:27:50.426Z</updated><title type='text'>Será Possível?</title><content type='html'>Um leitor do Introito chamou-me a atenção para um facto no qual eu não tinha reparado: a ligação directa do Aviz para o Introito foi retirada nos últimos dias. Esse é, naturalmente, um direito que assiste ao Francisco José Viegas. Ele indicará e fará as ligações para os blogs que muito bem entender. O que me deixa intrigado e perplexo é aquele leitor ter podido pensar na existência de uma relação directa e necessária entre aquele corte e um conjunto de «posts» que aqui coloquei semana passada acerca da actuação de Israel na questão da Palestina. Será possível? Quero acreditar que não, pese embora o entusiasmo, nem sempre esclarecido, com que FJ Viegas defende a causa israelita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107066630421723548?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107066630421723548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107066630421723548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107066630421723548' title='&lt;strong&gt;Será Possível?&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107056303281243409</id><published>2003-12-04T18:37:00.000Z</published><updated>2003-12-08T13:14:50.890Z</updated><title type='text'>Os Equívocos da CNN</title><content type='html'>A impoluta CNN enganou-se. (Coloquemos a questão nestes termos). Como se sabe, instalou-se o circo mediático na Venezuela, um país que só não terá sido induzido a entrar em guerra civil devido à guerra do Iraque. Está em curso uma tremenda campanha de propaganda contra Chavez. No interior da própria Venezuela, os principais orgãos de comunicação social privados, há muito vestiram a camisola oposicionista e entraram no velho sistema do vale tudo. Em nome da liberdade e da justiça. A CNN não entra nesses esquemas. Apenas, por vezes, comete pequenos equívos sem importância, como publicar uma foto de uma alegada fila de venezuelanos para assinarem um documento contra Chavez. Afinal, veio agora reconhecer a CNN, não era nada disso. Era apenas a foto de um mercado em hora de ponta...  

&lt;img src=http://www.aporrea.org/imagenes/1203/cnn.jpg&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107056303281243409?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107056303281243409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107056303281243409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107056303281243409' title='&lt;strong&gt;Os Equívocos da CNN&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107045113467911774</id><published>2003-12-03T11:32:00.000Z</published><updated>2003-12-03T11:32:24.920Z</updated><title type='text'>O que vale a Vida?</title><content type='html'>La vida no vale nada si nos es para merecer que otros puedan tener lo que uno disfruta y ama. (Pablo Milanés).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107045113467911774?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107045113467911774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107045113467911774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107045113467911774' title='&lt;strong&gt;O que vale a Vida?&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107030836434138662</id><published>2003-12-01T19:52:00.000Z</published><updated>2003-12-01T19:52:53.873Z</updated><title type='text'>El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto I</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Luis Sepúlveda
Interviú&lt;/strong&gt;

Mientras usted lee estas líneas, una bala, una esquirla o una onda expansiva se lleva la vida de alguien en Irak. "Muere más gente en accidentes de tráfico", aseguró un filósofo percebe. Acto seguido, un patán alcohólico no del todo redimido se disfrazó de piloto para declarar el "fin de las hostilidades", mientras un centenar de muchachos regresaba en bolsas de plástico al país de las oportunidades, cuya bandera, a decir de otra lumbrera europea, representa el futuro pues las demás están cargadas de "historia y resentimiento".

La televisión no logró evitar que viéramos el asesinato de periodistas ni que nos estremeciéramos con la imagen del pequeño Alí y sus brazos cercenados. Valga decir que Alí salvó la vida porque los cuerpos de sus hermanos, padres, otros parientes y algún señor que pasaba por ahí recibieron toda la fuerza del impacto de un proyectil que nos salvó a todos del terrorismo islámico. Mientras usted lee estas líneas, Alí lleva con éxito los brazos ortopédicos que la generosidad de Occidente le donó, porque Occidente es así, humano, razonable y generoso con las prótesis, y si el pequeño Alí insiste en levantar una de las pinzas a manera de índice para pedir la palabra y señalar que desea volver junto a los restos de su familia que no eliminó la bomba inteligente, entonces Occidente se dejará oír con la voz del filósofo percebe, y dirá que, como todos los moros, el chavalillo es un desagradecido y que hagan entrar a los antidisturbios, elementos, como todo el mundo acepta y traga, consustanciales a la democracia de gaita, chapapote, Santiago y cierra España.
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107030836434138662?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030836434138662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030836434138662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107030836434138662' title='&lt;strong&gt;El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto I&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107030827790986811</id><published>2003-12-01T19:51:00.000Z</published><updated>2003-12-01T19:51:27.470Z</updated><title type='text'>El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto II</title><content type='html'>Mientras usted lee estas líneas, en más de 150 hogares de negros e hispanoamericanos que viven en Estados Unidos se llora, se maldice a los tres cerditos de las Azores, y se lee Estúpidos hombres blancos, de Michael Moore, con un fervor idéntico al empleado por Rumsfeld, Rice, Wolfowitz, Cheney, Bush y toda la mafia del petróleo en la lectura de su versión Disney de los Evangelios. Y a ellos se agregan 19 familias italianas con sus muchachos estupendamente bien destripados en las no menos estupendas bolsas de plástico made in USA. Mientras usted lee estas líneas, todos sabemos que la invasión de Irak se justificó con las mayores mentiras, que todo fue un cúmulo de falsedades, que Irak iba a ser atacado contra viento y marea, y si la mayoría de los ciudadanos del mundo se oponía, pues entonces que hagan entrar a los antidisturbios&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107030827790986811?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030827790986811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030827790986811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107030827790986811' title='&lt;strong&gt;El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto II&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107030819767121322</id><published>2003-12-01T19:49:00.000Z</published><updated>2003-12-01T19:50:07.250Z</updated><title type='text'>El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto III</title><content type='html'>Mientras usted lee estas líneas, los estómagos de muchos periodistas los obligan a reemplazar la palabra terrorismo por resistencia, y los norteamericanos anuncian que devolverán la soberanía al país invadido en junio, pero que de marcharse nada, y mucho menos con las manos vacías. Ya lo señaló Von Clausewitz: "Las guerras se hacen para ganar no siempre la guerra". Un tópico indica que en toda guerra la primera víctima es la verdad, pero si el texano iluminado decretó el fin de las hostilidades, ¿qué diablos se espera para restablecer la verdad? ¿O es que el imperio de la no verdad terminó por convencernos a todos? Los tres cerditos de las Azores deformaron la verdad de las resoluciones de la ONU; Lichtenberg , en un soberbio aforismo, dice que no hay peor mentira que la verdad ligeramente deformada. Otro tópico señala la necesidad del derecho a estar informados como uno de los Derechos del Hombre, y algunos, entre los que usted y yo nos contamos, pese al riesgo de que hagan entrar a los antidisturbios, pretenden que ese derecho sea parte de la Constitución europea, pero por imposición de Berlusconi el artículo uno dirá: "Maricón el que lea esto".

Mientras usted lee estas líneas, el pequeño Alí levanta sus bracitos de titanio y le hace un corte de mangas ortopédico a Occidente. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107030819767121322?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030819767121322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107030819767121322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107030819767121322' title='&lt;strong&gt;El pequeño Alí y la invasión de Iraq - Maricón el que lea esto III&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107028371904853381</id><published>2003-12-01T13:01:00.000Z</published><updated>2003-12-01T13:08:39.560Z</updated><title type='text'>O Aconchego dos Dias Sombrios:</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.morganlibrary.org/exhibitions/matisse/images/balthus_2.jpg"&gt;

Balthus pintou Les Beaux Jours entre 1944 e 1946. Por entre ruínas e esmagado pelos clamores da Guerra. Da II Guerra Mundial. Aquela que se julgava seria a última, porque foi imensa. Porque foi tremenda. Porque foi dolorosa. Porque foi o momento da barbárie surgir em todo o seu esplendor. Porque se supunha que a seguir ao apocalipse vinha a redenção. Porque o equívoco é um dos estados naturais (???) da natureza humana. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107028371904853381?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107028371904853381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107028371904853381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107028371904853381' title='&lt;strong&gt;O Aconchego dos Dias Sombrios:&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107023367803491703</id><published>2003-11-30T23:07:00.000Z</published><updated>2003-12-08T13:12:40.190Z</updated><title type='text'>Fanfarronices</title><content type='html'>Acho extraordinário como é possível tantos editorialistas, de jornais portugueses e não só, por quem me habituei a ter algum respeito intelectual, ficarem embevecidos com a último e luminosa ideia do presidente Bush ou dos seus conselheiros. É fantástico como é possível alguém apresentar a fanfarronice em que se transformou a viagem ao aeroporto de Bagdad como um acto de coragem? De coragem? É corajoso viajar no avião mais protegido do mundo, chegar de noite, no maior dos segredos e com luzes apagadas, não sair do aeroporto e permanecer lá apenas duas horas? Vejamos: Bush não foi ao Iraque como presidente dos EUA. Foi como passageiro clandestino, num voo secreto. Tão secreto que, à mais pequena notícia sobre o assunto, o avião faria inversão de marcha e regressaria aos EUA. Um acto de coragem? Poupem-me. Entretanto, nos «States», e como diria o Chico Buarque, a coisa está preta. O descrédito dos cidadãos é crescente e a campanha de recrutamento militar é cada vez mais agressiva. Agora até já nas cabines públicas de telefone aparecem colantes com uma frase/apelo: «go army!» Será que os jovens norte-americanos estão dispostos a seguir cegamente esta política insensata e, não tenhamos medo das palavras, arrogantemente imperialista?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107023367803491703?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107023367803491703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107023367803491703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#107023367803491703' title='&lt;strong&gt;Fanfarronices&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107023143285827519</id><published>2003-11-30T22:30:00.000Z</published><updated>2003-11-30T22:46:21.313Z</updated><title type='text'>Ramos Rosa, lembram-se? Então, aí vai um poema:</title><content type='html'>O que procuramos será real? Ou será o impossível
fruto do desejo sempre latente e indefinível?
Ou não será imediata presença
e só a nossa distracção a perde ou turva o seu cristal?
Talvez tenhamos perdido o dom da simplicidade
e da tranquila conivência com as coisas
Se pudéssemos coincidir o movimento com a suspensão
o vazio seria a plenitude
e a palavra não trairia o silêncio
nem a evidência solar de cada coisa
Só esta presença nos daria o túmido equilíbrio
de pertencer ao mundo como uma haste de trigo
e de possuir um corpo com a turgência nova
de uma primavera vagarosamente ingénua
vagamente indolentemente luminosa

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107023143285827519?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107023143285827519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107023143285827519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#107023143285827519' title='&lt;strong&gt;Ramos Rosa, lembram-se? Então, aí vai um poema:&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6149720.post-107022966424164007</id><published>2003-11-30T22:01:00.000Z</published><updated>2003-11-30T22:46:59.143Z</updated><title type='text'>Pode o silêncio ser um modo de cumplicidade?</title><content type='html'>Resolvi parar uns dias. Não à procura de ideias, mas em busca de uma tranquilidade cada vez mais ausente. Quando pensei neste blogue não pensava numa intervenção directa na política corrente, porventura motivado pelos desabafos e ou desaforos comuns dos homens e mulheres que dominam o espaço mediático. Mas pode alguém desistir, ficar calado, quando escuta alarvidades como as proferidas pelo primeiro ministro acerca da constituição e da sua «não democraticidade»? Pode o silêncio ser a resposta ao modo como o PSD de boa vontade está a acarinhar as propostas da direita mais radical? Podemos contentar-nos com o desprezo que votamos a uma figura tão patética como Paulo Portas, quando sabemos que nenhum combate se estrutura no desprezo como método, nem como fim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6149720-107022966424164007?l=introito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107022966424164007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6149720/posts/default/107022966424164007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://introito.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#107022966424164007' title='&lt;strong&gt;Pode o silêncio ser um modo de cumplicidade?&lt;/strong&gt;'/><author><name>VC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01443161695351401886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
